Quando você adquire um seguro, materialmente você tem apenas um papel com um contrato te garantindo que, caso algo previsto ali aconteça, a seguradora irá lhe indenizar, recompondo o patrimônio, amparando gastos súbitos e imprevistos reparando ou uma perda.
Uma das maneiras de aumentar esta credibilidade é ter um corretor de seguros envolvido, que além de trazer toda a consultoria na busca e oferta dos produtos mais adequados à necessidade do cliente, trata-se de um elo entre o consumidor e a seguradora, alguém mais próximo ao segurado e que vai defender os seus direitos.
Outra maneira de trazer mais segurança é utilizar o mercado financeiro, que também tem um corretor (na maioria das vezes, do próprio grupo) que vai brigar pelos seus direitos, mas o gerente ou o assessor financeiro que lhe fez a oferta é alguém também mais próximo e que, pela representatividade daquela instituição perante a seguradora, também vai auxiliar o cliente na busca do cumprimento dos seus direitos. Podemos ver exemplos nas parcerias entre Nubank e Chubb para distribuição de seguro de vida, entre a XP e a corretora Diamante também para distribuição de seguro de vida, entre a Genial Investimentos e as seguradoras Icatu, Prudential, MetLife, MAG e Omint em seguro de vida e previdência, entre o Banco Inter e a Sompo para seguro habitacional e entre o Banco Inter e a Qualicorp para seguro saúde.
Estes dois meios de distribuição possuem frequentemente algumas discussões e rusgas. A mais recente deriva desta última parceira acima citada, onde em uma peça de marketing do Banco Inter havia uma infeliz menção depreciativa do corretor (tanto que os vídeos foram excluídos de todas as mídias sociais).
Uma nova maneira de ampliar os canais de distribuição e ainda trazer a mesma confiança ao segurado é relacionar o seguro a uma marca, plataforma ou produto já reconhecido pelo cliente. É o caso por exemplo da parceira da Aiqfome com a MDS e a Argo, onde a maior plataforma de delivery online do interior do Brasil distribui seguro empresarial à sua rede de restaurantes.
Neste nicho, a expectativa é extremamente promissora, pois a distribuição passa a ser mais intuitiva e massificada, principalmente tendo em vista um mercado que participa apenas 3,6% do PIB (contra uma participação no Reino Unido, por exemplo, de 9,6%) e com uma penetração muito baixa em nossa população (apenas 19% possuem seguro de vida e apenas 25% da frota é segurada, por exemplo).
E potencializando ainda mais esta oportunidade, temos novas insurtechs (como por exemplo a 88i) surgindo com ofertas diferenciadas de produtos e modelos de negócio já prontos para serem "ligadas" aos e-commerces, APPs e outras plataformas de negócio.
Olhando para este potencial já acontecendo no primeiro mundo, temos esta excelente matéria (de onde tirei a imagem deste post), publicada por Simon Torrance e que recomendo a leitura, falando de um mercado potencial de "apenas" US$ 3 trilhões. Seria promissor o suficiente pra você ?
O que mais me agrada nesta oportunidade é que ela amplia o leque de ofertas, saindo do conceito de "rouba montes" na disputa entre bancos/financeiras e corretores e amplia o prisma para todo um mercado ainda nada atendido, distribuindo de maneira mais intuitiva e abrangente, seja viabilizando o microsseguro ou por no mínimo ampliar o conhecimento e a atenção necessária para o tema de proteção.
Ninguém sonha por pagar seguro, mas todos desejam estar protegidos. É isso que nosso mercado pode oferecer.
Venha participar do nosso Mundo Mais Seguro, deixando abaixo seus comentários e contribuições.





